Sab04292017

Última atualizaçãoSab, 29 Abr 2017 2pm

Cultura

“Projeto Cine Clube Paradiso”

Aos cinéfilos de plantão

- Uma aventura de amor por terras Italianas

Produção Delmer Daves / Candelabro Italiano
Estrelando
Troy Donahue ; Anguie Dickinson;Rossano Brazzi
Apresentado
Suzanne Pleshette & Itália
Serviço:
Entrada Franca
Local: Centro Cultural Solar do Barão de Suaçui em Conselheiro Lafaiete/MG
Dia: Quarta-feira (17/2)
Horário: 19h30
Foto: Cartaz / Divulgação

Natal Luz em Congonhas

Evento atrai centenas de pessoas a Praça JK no final de semana

O último final de semana, dias 18, 19 e 20, foi de muita movimentação na Praça JK. Além da iluminação natalina e da Casa do Papai Noel, a programação do Natal Luz atraiu centenas de pessoas para o Centro de Congonhas. Crianças e adultos se divertiram com apresentações musicais e teatrais.

Na noite da sexta-feira, 18, a Associação Municipal dos Pastores Evangélicos de Congonhas (AMPEC) apresentou a "Noite de Louvor ao Senhor". Já no sábado, 19, apresentaram-se a Corporação Musical Nossa Senhora d'Ajuda, do Alto Maranhão, e o Auto de Natal da Casa de Teatro de Conselheiro Lafaiete. No domingo, 21, o Auto de Natal com o Coral Cidade dos Profetas e o Grupo de Teatro Dez Prás Oito encerrou a programação do final de semana.

Confira a programação para os próximos dias:

23/12/15 (Quarta-feira)
Praça JK
20h: Gerdau apresenta “Canarinhos Encena”.
06/01/16 (Terça-feira)
Praça JK
19h: Encerramento do Natal Luz com Encontro de Folias de Reis.

Fotos: Divulgação / Por Secom- Assessoria de Comunicação PMC

Projeto Gentileza

Artistas inauguram mosaico na Maternidade São José

No final do ano passado, o Ponto de Cultura AMAR, através de seu Projeto Gentileza, iniciou duas turmas simultâneas do curso de mosaico sobre muros. Uma delas criou, para a rua Senador Milton Campos, bairro Angélica, o painel “AMAR é Cuidar”, inaugurado em maio. A outra turma acaba de inaugurar seu painel, cujo título é “As sementes de hoje são as flores de amanhã”.

Pela primeira vez, a arte não fica na região da AMAR (bairros Albinópolis e Angélica) ou imediações, mas no bairro São Sebastião, no HMSJ - Hospital e Maternidade São José. O muro trabalhado tem 54 metros de extensão e fica na lateral da entrada de urgência e emergência do hospital.

A nova arte coletiva, que levou beleza e alegria para aquele ambiente, demorou dez meses para ficar pronta e é fruto de uma parceria entre o HMSJ e o Ponto de Cultura AMAR, que dividiram as responsabilidades, infraestruturas e custos da empreitada. Essa turma especial foi composta por um grupo de funcionários da maternidade e alguns de seus familiares, todos voluntários. A primeira fase do curso aconteceu na biblioteca do Ponto de Cultura AMAR, com aulas à noite, uma vez por semana.

Ali, os alunos construíram os desenhos das flores e folhas com cacos de cerâmica e, sobre eles, colaram adesivos, no chamado ‘método indireto’. Na segunda fase, junto ao muro do hospital, os desenhos foram colados e rejuntados com argamassa (gentilmente doada pela fábrica Big-Massa, de Lafaiete). Outros detalhes, como os ramos e folhas menores foram colados caco por caco, pelo ‘método direto’. Por fim, o fundo do painel foi pintado de azul.

A formatura dos novos mosaicistas e a inauguração do painel aconteceram no dia 09. A solenidade teve início no auditório da Maternidade, onde foram projetadas fotos tiradas ao longo do curso. Ali, cada um que fez uso da palavra ressaltou, sob o ponto de vista da profissão ou cargo que exerce, a importância dessa intervenção artística para o bem estar das pessoas que trabalham ou circulam naquela parte do hospital.

Aline Gonzaga falou em nome dos formandos e do grupo de trabalho de humanização do HMSJ, de quem partiu a ideia de propor a parceria com o Projeto Gentileza e homenagear o hospital pelos seus 50 anos - completados em 2014. A assistente social falou sobre a experiência de participar do curso, das dificuldades enfrentadas e também das ações que o grupo realizou para levantar recursos para a empreitada, como bazar, rifa e até bloco de carnaval. E citou a união e persistência dos que chegaram até o final do curso, dizendo que estavam muito felizes de contribuir para tornar aquele ambiente mais agradável.

Nilson Júnior, provedor do HMSJ, demonstrou estar bastante satisfeito com os resultados apresentados e enfatizou: “Vocês entenderam muito bem o que nós estamos pretendendo para o hospital e agradeço de coração por tudo que vocês estão fazendo por ele. Eu tenho certeza de que ações como essa são muito importantes para mantermos essa qualidade que estamos vivendo. E é obvio que essa qualidade passa pela humanização, pela beleza, pelo cuidado que a gente tem.” Temos a certeza de que estamos no caminho certo”, completou o médico.

Giovanni Magalhães, administrador do HMSJ, também agradeceu a todos que participaram da confecção do painel e contou como procurou apoiar a ideia, recebendo e encaminhando à diretoria do hospital a proposta do grupo de humanização. “Eu tenho muito orgulho, como administrador, de ter essa oportunidade de ter ajudado, de ter pelo menos incentivado vocês a fazerem. Eu me sinto um parceiro nesse projeto”, afirmou, citando ainda a dedicação de três dos funcionários da equipe de manutenção do hospital que trabalharam no reboco e na pintura do muro que recebeu o mosaico. Giovanni ainda entregou à AMAR um quadro com a cópia de uma reportagem sobre essa iniciativa, que o jornal Correio da Cidade publicou na capa do seu caderno de cultura em 17 de outubro.

Hélcio Queiroz, coordenador e arte-educador do Projeto Gentileza, falou em nome da AMAR, cuja diretoria estava presente. Além de parabenizar a turma e comentar sobre o curso, fez um breve histórico da atuação cultural e comunitária dessa que é a associação dos bairros Albinópolis e Angélica. O artista informou que a inauguração do painel será uma das últimas ações que serão mostradas no livro que a AMAR publicará no final do ano, encerrando o convênio do Ponto de Cultura, iniciado em 2011. Noticiou ainda que a associação teve um novo projeto selecionado pelo FEC - Fundo Estadual de Cultura, o que possibilitará a continuidade dos cursos em 2016, incluindo os do Projeto Gentileza.

Padre José Maria, recém-empossado presidente do Conphic - Conselho Deliberativo Municipal do Histórico e Cultural de Lafaiete, encerrou as falas, saudando principalmente os formandos: “Parabéns a todos vocês! Tenham orgulho do que fizeram, que engrandece a história do hospital, a vida familiar de cada um de vocês e os artistas daqui de Lafaiete. É um momento histórico não só para o hospital e para a AMAR, mas para o município. Virão pessoas de outras cidades para procurar assistência medida e de saúde aqui e, encontrando essa arte, vão falar: ‘Que coisa legal!’ Isso é muito importante porque podemos mostrar as qualidades e aptidões que nós temos. E, aos poucos, essa sensibilidade vai crescendo e se tornando mais comum. E aí, nós vamos começando a criar em nós mesmos uma delicadeza de conservação e de preservação daquilo que é nosso, dos nossos patrimônios, não somente daquele bem que é tombado, mas também da nossa casa, do nosso jardim, das coisas que nós temos...” E continuou com palavras de incentivo: “Continuem! Façam isso no muro, em algum lugar da sua casa, como prática e aperfeiçoamento do aprendizado do mosaico. Quem sabe não mobilizam as pessoas da sua comunidade, da sua família, para essa sensibilidade? Quem sabe não trabalham isso na perspectiva das crianças, ajudando-as a ter essa sensibilidade? Isso é muito importante e muito bonito. E isso só vai fazendo com que o nosso orgulho cresça e a nossa alegria de morarmos onde moramos perdure, que ela seja permanente.”

Depois da entrega dos certificados, os presentes se dirigiram ao muro, onde, assim como nos demais painéis do Projeto Gentileza, foi descerrada uma placa de azulejos pintados, contendo o título do painel, data, nomes dos participantes, realizadores e apoiadores.

Mais informações sobre o Projeto Gentileza podem ser obtidas pelo telefone 3762-2066 ou na internet, em: www.facebook.com/pontodeculturaamar.

Fotos: Divulgação Projeto Gentileja / Momento da inauguração no Hospital Maternidade São José em C. Lafaiete

Aos cinéfilos de plantão

“Projeto Cine Clube Paradiso”

- Venha assistir um clássico musical romântico que marcou toda uma geração, o amor está de volta
(DIO, COME TI AMO )

Serviço:
Entrada Franca
Local: Centro Cultural Solar do Barão de Suaçui em Conselheiro Lafaiete/MG
Dia: Quarta-feira (9/12)
Horário: 19h30

Foto: Cartaz / Divulgação

Projeto Gentileza

Artistas inauguram mosaico na Maternidade São José

No final do ano passado, o Ponto de Cultura AMAR, através de seu Projeto Gentileza, iniciou duas turmas simultâneas do curso de mosaico sobre muros. Uma delas criou, para a rua Senador Milton Campos, bairro Angélica, o painel “AMAR é Cuidar”, inaugurado em maio. A outra turma acaba de inaugurar seu painel, cujo título é “As sementes de hoje são as flores de amanhã”.

Pela primeira vez, a arte não fica na região da AMAR (bairros Albinópolis e Angélica) ou imediações, mas no bairro São Sebastião, no HMSJ - Hospital e Maternidade São José. O muro trabalhado tem 54 metros de extensão e fica na lateral da entrada de urgência e emergência do hospital.

A nova arte coletiva, que levou beleza e alegria para aquele ambiente, demorou dez meses para ficar pronta e é fruto de uma parceria entre o HMSJ e o Ponto de Cultura AMAR, que dividiram as responsabilidades, infraestruturas e custos da empreitada. Essa turma especial foi composta por um grupo de funcionários da maternidade e alguns de seus familiares, todos voluntários. A primeira fase do curso aconteceu na biblioteca do Ponto de Cultura AMAR, com aulas à noite, uma vez por semana.

Ali, os alunos construíram os desenhos das flores e folhas com cacos de cerâmica e, sobre eles, colaram adesivos, no chamado ‘método indireto’. Na segunda fase, junto ao muro do hospital, os desenhos foram colados e rejuntados com argamassa (gentilmente doada pela fábrica Big-Massa, de Lafaiete). Outros detalhes, como os ramos e folhas menores foram colados caco por caco, pelo ‘método direto’. Por fim, o fundo do painel foi pintado de azul.

A formatura dos novos mosaicistas e a inauguração do painel aconteceram no dia 09. A solenidade teve início no auditório da Maternidade, onde foram projetadas fotos tiradas ao longo do curso. Ali, cada um que fez uso da palavra ressaltou, sob o ponto de vista da profissão ou cargo que exerce, a importância dessa intervenção artística para o bem estar das pessoas que trabalham ou circulam naquela parte do hospital.

Aline Gonzaga falou em nome dos formandos e do grupo de trabalho de humanização do HMSJ, de quem partiu a ideia de propor a parceria com o Projeto Gentileza e homenagear o hospital pelos seus 50 anos - completados em 2014. A assistente social falou sobre a experiência de participar do curso, das dificuldades enfrentadas e também das ações que o grupo realizou para levantar recursos para a empreitada, como bazar, rifa e até bloco de carnaval. E citou a união e persistência dos que chegaram até o final do curso, dizendo que estavam muito felizes de contribuir para tornar aquele ambiente mais agradável.

Nilson Júnior, provedor do HMSJ, demonstrou estar bastante satisfeito com os resultados apresentados e enfatizou: “Vocês entenderam muito bem o que nós estamos pretendendo para o hospital e agradeço de coração por tudo que vocês estão fazendo por ele. Eu tenho certeza de que ações como essa são muito importantes para mantermos essa qualidade que estamos vivendo. E é obvio que essa qualidade passa pela humanização, pela beleza, pelo cuidado que a gente tem.” Temos a certeza de que estamos no caminho certo”, completou o médico.

Giovanni Magalhães, administrador do HMSJ, também agradeceu a todos que participaram da confecção do painel e contou como procurou apoiar a ideia, recebendo e encaminhando à diretoria do hospital a proposta do grupo de humanização. “Eu tenho muito orgulho, como administrador, de ter essa oportunidade de ter ajudado, de ter pelo menos incentivado vocês a fazerem. Eu me sinto um parceiro nesse projeto”, afirmou, citando ainda a dedicação de três dos funcionários da equipe de manutenção do hospital que trabalharam no reboco e na pintura do muro que recebeu o mosaico. Giovanni ainda entregou à AMAR um quadro com a cópia de uma reportagem sobre essa iniciativa, que o jornal Correio da Cidade publicou na capa do seu caderno de cultura em 17 de outubro.

Hélcio Queiroz, coordenador e arte-educador do Projeto Gentileza, falou em nome da AMAR, cuja diretoria estava presente. Além de parabenizar a turma e comentar sobre o curso, fez um breve histórico da atuação cultural e comunitária dessa que é a associação dos bairros Albinópolis e Angélica. O artista informou que a inauguração do painel será uma das últimas ações que serão mostradas no livro que a AMAR publicará no final do ano, encerrando o convênio do Ponto de Cultura, iniciado em 2011. Noticiou ainda que a associação teve um novo projeto selecionado pelo FEC - Fundo Estadual de Cultura, o que possibilitará a continuidade dos cursos em 2016, incluindo os do Projeto Gentileza.

Padre José Maria, recém-empossado presidente do Conphic - Conselho Deliberativo Municipal do Histórico e Cultural de Lafaiete, encerrou as falas, saudando principalmente os formandos: “Parabéns a todos vocês! Tenham orgulho do que fizeram, que engrandece a história do hospital, a vida familiar de cada um de vocês e os artistas daqui de Lafaiete. É um momento histórico não só para o hospital e para a AMAR, mas para o município. Virão pessoas de outras cidades para procurar assistência medida e de saúde aqui e, encontrando essa arte, vão falar: ‘Que coisa legal!’ Isso é muito importante porque podemos mostrar as qualidades e aptidões que nós temos. E, aos poucos, essa sensibilidade vai crescendo e se tornando mais comum. E aí, nós vamos começando a criar em nós mesmos uma delicadeza de conservação e de preservação daquilo que é nosso, dos nossos patrimônios, não somente daquele bem que é tombado, mas também da nossa casa, do nosso jardim, das coisas que nós temos...” E continuou com palavras de incentivo: “Continuem! Façam isso no muro, em algum lugar da sua casa, como prática e aperfeiçoamento do aprendizado do mosaico. Quem sabe não mobilizam as pessoas da sua comunidade, da sua família, para essa sensibilidade? Quem sabe não trabalham isso na perspectiva das crianças, ajudando-as a ter essa sensibilidade? Isso é muito importante e muito bonito. E isso só vai fazendo com que o nosso orgulho cresça e a nossa alegria de morarmos onde moramos perdure, que ela seja permanente.”

Depois da entrega dos certificados, os presentes se dirigiram ao muro, onde, assim como nos demais painéis do Projeto Gentileza, foi descerrada uma placa de azulejos pintados, contendo o título do painel, data, nomes dos participantes, realizadores e apoiadores.

Mais informações sobre o Projeto Gentileza podem ser obtidas pelo telefone 3762-2066 ou na internet, em: www.facebook.com/pontodeculturaamar.

Fotos: Divulgação Projeto Gentileja / Momento da inauguração no Hospital Maternidade São José em C. Lafaiete

Um museu internacional

Entidade  é inaugurada em sítio do patrimônio mundial

Por Secom – Assessoria PMC

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas inauguram oficialmente no próximo dia 15 de dezembro, às 10h30, um dos mais importantes projetos de preservação da memória do país: o Museu de Congonhas, localizado na Alameda Cidade de Matosinhos. A instituição chega ao público com a missão de potencializar a percepção e a interpretação das múltiplas dimensões do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que, desde 1985, tem o título de Patrimônio Cultural Mundial. A inauguração integra as comemorações dos 30 anos do título e dos 70 anos de existência da UNESCO.

Os princípios que orientam tanto as exposições, quanto as ações educativas e os demais programas de atividades do novo Museu partem do reconhecimento da pluralidade de significados do sítio histórico desta cidade mineira e de suas práticas sociais, para oferecer meios facilitadores de apropriações cognitivas, sensoriais e emocionais.

O Museu, instalado em um edifício de 3.452,30 m², construído ao lado do Santuário, a partir de um projeto do arquiteto Gustavo Penna, vencedor de concurso nacional, contempla em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas. Para a presidenta do Iphan, Jurema Machado, “o Museu de Congonhas confirma a determinação do Governo Federal em investir no Patrimônio Cultural Brasileiro. São investimentos contínuos, por mais de uma década, que tiveram início com o Programa Monumenta, um trabalho que evoluiu até chegar aos moldes atuais do PAC Cidades Históricas e que proporcionam ao país espaços culturais de qualidade como este que inauguramos agora”.
Por ter como principal temática um patrimônio mundial a céu aberto – o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos ¬–, o Museu de Congonhas atuará como “museu de sítio”, numa espécie de mediação entre o Santuário e o público. O objetivo da nova instituição será a de qualificar a experiência insubstituível de estar no lugar, intensificando os sentidos e a percepção, seja por meio de descrições, de interpretações ou de criação de condições favoráveis à fruição. “O Museu será um divisor para o turismo e a cultura de nossa cidade. Trata-se de um dos mais modernos equipamentos museais do país”, afirma Sérgio Rodrigo Reis, presidente da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (Fumcult).

Para o Representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, a entrega do Museu de Congonhas à comunidade acontece “no momento em que a UNESCO intensifica as reflexões sobre o papel da cultura e da criatividade diante dos grandes desafios que confrontam as cidades, e se constitui como marco para novas alternativas de desenvolvimento da região. Associar essas premissas à condição privilegiada deste Patrimônio Mundial consolida uma estratégia compartilhada com o país, há anos, pelo escritório da UNESCO no Brasil”.

O Museu de Congonhas foi financiado com recursos captados pela Lei Rouanet e recursos próprios da Prefeitura de Congonhas (MG). Sua construção só foi possível graças aos patrocinadores BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Santander, Vale e Gerdau.

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, como o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O Santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – acontece todos os anos entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

Exposição

A exposição permanente que inaugura o Museu de Congonhas, cuja curadoria é assinada pelos museólogos Letícia Julião e Rene Lommez, trata das manifestações da fé no passado e no presente, em particular, o sentido de exteriorização da devoção projetado na monumentalidade teatral do espaço do Santuário, nas práticas da romaria e nos ex-votos. A mostra também retrata o Santuário como expressão de trânsito cultural resultante da expansão portuguesa; da relação do espaço religioso com a vida urbana de Congonhas; do Santuário como obra de arte; do trabalho do Aleijadinho, mas, sobretudo da produção artística como resultado de processo coletivo de distintos artífices; e do deslocamento da arte como transcendência da fé para o objeto de devoção convertido em arte.

Temas como a arte religiosa como substrato da universalidade do patrimônio do Santuário; o patrimônio como expressão da permanência do homem no tempo e no espaço e os desafios de sua durabilidade (perspectivas de conservação do conjunto do Santuário, em particular dos Profetas) e o conjunto do Santuário no presente são também abordados durante a mostra. “Ao lado dos Profetas de Aleijadinho na Alameda que dá acesso à Romaria, está o magnífico Museu de Congonhas. Neste espaço cultural, além de mostrar a beleza cênica do barroco de nossa cidade, teremos exposições que prometem encantar a todos”, salienta o prefeito de Congonhas, José de Freitas Cordeiro, o Zelinho.

O projeto expográfico, assinado pelo designer espanhol LuisSardá, preza pelo cuidado com o público diverso que visita a cidade, oferecendo-lhe inúmeras possibilidades de apreensão do rico conteúdo do museu.

Acervos
O Museu de Congonhas abre suas portas ao público exibindo importantes acervos. Um dos principais é a coleção Márcia de Moura Castro. Composta por 342 peças que pertenceram à colecionadora, as obras foram adquiridas pelo Iphan em 2011. Enquanto viveu, por mais de meio século, a pesquisadora dedicou-se a adquirir arte sacra e objetos de religiosidade popular, com destaque para ex-votos e santos de devoção. A coleção será exposta numa sala especial no Museu de Congonhas.

Outro acervo importante que será entregue nos próximos meses, é a Coleção Fábio França, uma biblioteca de referência no Brasil sobre o barroco, a arte e a fé. Reunido em mais de quatro décadas por este professor, com a colaboração de vários pesquisadores, o acervo de livros raros foi recentemente incorporado ao Museu. É composto por publicações de interesse geral, temas históricos, artísticos, com foco especial nas obras sobre a arte barroca, o barroco mineiro e a temática da vida e obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Cópias de segurança dos profetas
A ocorrência de lesões à pedra causadas por fungos e bactérias e marcas de vandalismo motivam frequentes debates sobre a possibilidade de remoção dos profetas do Aleijadinho, que estão ao ar livre no adro da Basílica do Senhor Bom Jesus, para um local protegido. No entanto, especialistas não têm uma posição definitiva sobre o assunto, prevalecendo, até o momento, a convicção de que o mais relevante é tomar medidas de prevenção e conservação, não só visando aos profetas de Congonhas, mas a todos os monumentos e elementos decorativos em pedra.

A criação do Museu de Congonhas não guardou, portanto, nenhuma dependência da retirada das esculturas do espaço público para abrigá-los no seu interior. Seu objetivo é contribuir para fortalecer os estudos sobre a conservação de monumentos em pedra, atuando na educação e na conservação preventiva, assim como no estudo e difusão de técnicas e medidas de preservação. Se, no futuro, essa medida vier a ser recomendada, o Museu será a melhor alternativa para apresentação das peças originais ao público, já que se localiza no mesmo contexto em que as obras foram criadas.

O Museu de Congonhas produziu, por meio de ações coordenadas pela UNESCO no Brasil, novos conhecimentos para a conservação de monumentos em pedra, em especial relativos à produção de cópias digitais das esculturas, além da atualização da técnica de produção de cópias físicas. A instituição pretende, ao longo de sua existência, consolidar e difundir esses conhecimentos, além de se utilizar dos moldes para ações de monitoramento.


As cópias são uma medida de segurança essencial para se reproduzir as peças em caso de danos irreversíveis aos originais. Os profetas de Congonhas tinham moldes feitos em várias épocas, em especial nas décadas de 1970 a 1980, os quais não apresentam mais as condições necessárias à reprodução. Para dois profetas – Joel e Daniel – foram produzidos novos moldes em fôrma flexível de silicone, possibilitando a produção de cópias em gesso. A produção das demais cópias deverá fazer parte do escopo de atuação do próprio Museu.

Os 12 profetas foram moldados em meio eletrônico (digitalização em 3D), o que correspondeu à primeira aplicação dessa tecnologia no Brasil. A ação também foi coordenada pela UNESCO no Brasil, que contratou o Grupo IMAGO, da Universidade Federal do Paraná, instituição de excelência que detém a expertise exigida para o trabalho. A digitalização em 3D possibilita, dentre outros, a visualização pura e simples (no Museu ou remotamente pela internet), o uso profissional na preservação e restauro das obras; o monitoramento do estado de conservação das peças frente à ação do tempo; o estudo minucioso da obra e a compreensão das técnicas utilizadas pelo artista; e, finalmente a produção de réplica com grande precisão.

Funcionamento

A partir da quarta-feira, 16, a instituição ficará aberta ao público, de terça a domingo, das 9h às 17h; e quartas, das 13h às 21h. Ingressos: R$ 10.

Fotos: Divulgação PMC 

Gerdau Cultura

Empresa apoia a terceira edição do Festival Pau Brasil

Até o dia 29 de novembro, Ouro Branco receberá diversas apresentações teatrais

O Pau Brasil – Festival do Teatro Nacional, iniciativa que conta com o apoio da Gerdau, chega a sua terceira edição e traz diversas atrações a Ouro Branco/MG, entre os dias 10 de outubro e 29 de novembro. As apresentações serão realizadas na Insólita Casa de Artes (Praça Santa Cruz, 302 – Centro).

Grupos de teatro de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul estarão presentes no evento. Segundo o organizador do Festival, Ildeu Ferreira, são representantes relevantes do teatro brasileiro e que se apresentarão pela primeira vez em Ouro Branco. “O Festival está se consolidando a cada ano e transformando a cidade. Em todas as edições recebemos um número expressivo de espectadores, que vibram a cada apresentação e ficam ansiosos para as próximas atrações”. O Festival Pau Brasil conta com cerca de 150 pessoas envolvidas em sua realização, incluindo artistas, técnicos, oficineiros e equipe de produção.

O organizador ressalta ainda a relevância do evento para a disseminação da cultura fora dos grandes centros urbanos. “A realização do festival reforça o nosso objetivo de fomentar a cultura e a arte no município. A parceria com a Gerdau se tornou essencial para a promoção do Festival em Ouro Branco, contribuindo para a propagação cultural e social na região”, conclui Ildeu.

Os ingressos para a apresentações custam 15 reais e crianças, estudantes e idosos acima de 65 anos pagam meia. Informações (31) 3741-2524 – O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Programação:

31 de outubro (sábado – 20h30) e 01 de novembro (domingo – 16h)
O concerto da lona preta
Grupo: Trupe da Lona Preta (SP)

7 de novembro (sábado – 20h30) e 8 de novembro (domingo – 18h)
Entre Cravos & Lírios
Grupo: BR S.A. – Coletivo de Artistas (DF)

14 de novembro (sábado – 20h30) e 15 de novembro (domingo – 18h)
Hominus Brasilis
Grupo: Cia de Teatro Manual (RJ)

21 de novembro (sábado – 16h) e 22 de novembro (domingo – 16h)
O sítio dos objetos
Grupo: Mariza Basso Formas Animadas (SP)

28 de novembro (sábado – 20h30) e 29 de novembro (domingo – 18h)
O gol não valeu
Grupo: ZAP 18 (MG)

Sobre a Gerdau
A Gerdau segue os princípios do desenvolvimento sustentável e acredita que o crescimento de uma empresa está diretamente ligado ao relacionamento ético e socialmente responsável com todos os públicos com os quais se relaciona. Com mais de 114 anos de história e presente em 14 países, por meio de operações que atuam nas várias etapas da indústria do aço, a Empresa tem trabalhado em iniciativas voltadas à educação, mobilização voluntária e qualidade em gestão. Em Minas Gerais, que possui riquezas históricas e culturais, a Gerdau também apoia projetos voltados à preservação do patrimônio.
A Companhia é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro, atividades que estão ampliando o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade das operações. A Gerdau possui plantas industriais nas Américas, na Europa e na Ásia.

Foto: Divulgação 

Aos cinéfilos de plantão

“Projeto Cine Clube Paradiso”

- Venha assistir um clássico de John Travolta
Serviço:
Entrada Franca 
Local: Centro Cultural Solar do Barão de Suaçui em Conselheiro Lafaiete/MG
Dia: Quarta-feira (25/11)
Horário: 19h30

Foto: Cartaz / Divulgação 

Aos cinéfilos de plantão

“Projeto Cine Clube Paradiso”

Venha assistir um ótimo filme; Butch Cassidy e Sundance Kig
Serviço:
Entrada Franca
Local: Centro Cultural Solar do Barão de Suaçui em Conselheiro Lafaiete/MG
Dia: Terça-feira (6/10)
Horário: 19h30

Foto: Cartaz / Divulgação 

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