Sab04292017

Última atualizaçãoSab, 29 Abr 2017 2pm

Cultura

Música

O bom gosto regional 

Banda congonhense se destaca na cena musical brasileira.

A banda Ink tem ganhado cada vez mais espaço no cenário musical. Além de ter recebido o Prêmio Mineiro de Música Independente, em 2015, o grupo de rock foi selecionado para participar do programa Estúdio Showlivre, por meio do concurso nacional #ShowlivreDay. No dia 2 de fevereiro, em São Paulo, os componentes da INK gravaram dez músicas autorais e participaram de entrevistas. O resultado pode ser conferido neste link.

A Prefeitura incentiva os talentos locais. O guitarrista da Ink, Marcelo Heidenreich, agradeceu o apoio do Governo Municipal, que forneceu transporte aos músicos até São Paulo. "Ficamos muito felizes porque somos uma banda independente e tudo é muito difícil, já que não temos patrocínio da iniciativa privada", completa.

O Estúdio Showlivre promove diversos artistas nacionais. No entanto, para dar espaço a bandas independentes, o programa realiza o #ShowlivreDay, em que artistas se inscrevem em diversas categorias musicais e participam de um processo seletivo, que leva em conta a votação popular e a escolha da redação do programa.

Das 400 bandas inscritas na categoria "Rock", a Ink ficou entre as seis selecionadas, sendo a única de Minas Gerais. Em novembro de 2016, os grupos escolhidos se apresentaram no Estúdio Showlivre. Um vencedor seria selecionado pela redação do programa e outro, conforme o maior número de visualizações dos clipes inéditos disponibilizados no Youtube.

A banda Ink foi escolhida pela redação, ganhando um Estúdio Showlivre completo, com a apresentação de 10 músicas autorais e entrevistas. "Muitas pessoas têm vontade de tocar no Estúdio Showlivre. Para fazer uma gravação deste porte é muito caro. Ganhamos um programa como o de todos os artistas que já passaram por lá, por exemplo, Pitty e Scalene", explica Marcelo.

Prêmio Mineiro de Música Independente
Em 2015, a INK ganhou o Prêmio Mineiro da Música Independente, na categoria "Regional". A Prefeitura também forneceu transporte para que o grupo se deslocasse até Belo Horizonte. "Foi muito interessante porque, além de levarmos o nome da cidade, o prêmio naquele ano foi a imagem dos Profetas de Aleijadinho", conta Marcelo.

Ink
Formada por Marcelo Heidenreich (guitarra e voz), Ricardo Reis (guitarra e voz), Sérgio Pierre (Baixo) e João de Paula (bateria), a banda Ink surgiu em 2014. Recentemente, lançou seu primeiro EP, intitulado "Óculos".

Foto & Texto: Por Secom/ Assessoria de Comunicação PMC 

Um sonho

“The Voice Kids”

Um segundo participante e toda Conselheiro Lafaiete sente imenso orgulho. 

O segundo participante não deixou por menos e marcou presença para próxima etapa do programa da Rede Globo de Televisão, o “The Voice Kids”. No ano de 2016, o participante Igor Silveira de apenas nove anos, também foi classificado.
Nesta edição, diante de uma apresentação invejável, o cantor mirim foi classificado com a música “All Star” de Nando Reis. Com 14 anos, aluno do Colégio Potência, Lucas Vasconcelos reafirmou seu propósito em crescer cantor ao ser escolhido pelo maestro Carlinhos Brown e os cantores da dupla “Victor e Leo”.

Ao ser entrevistado pelo âncora do programa, Lucas afirmou a sua inspiração pela avó Dalila, “Uma amante das artes, foi ela que me colocou na escola de música”, pontuou o artista musical.

De forma inteligente, o menino escolheu a equipe da dupla “Victor e Leo”, para Lucas Vasconcelos a audição deste domingo (5/2) foi um grande sonho, só comparado ao ver duas cadeiras do júri se virar, durante a apresentação.

Foto: Imagens Rede Globo de Televisão / O vencedor Lucas Vasconcelos, em fotos com a avó, mãe e a escolha da dupla “Victor e Leo”

Música

2º Festival de Violões José Lucena Vaz

Evento reúne instrumentistas e alunos em Ouro Branco.

De 11 a 13 de novembro, encontro traz para Minas intensa programação de concertos, oficinas e convidados como o argentino Eduardo Isaac

O Festival de Violões José Lucena Vaz de Ouro Branco prepara a sua segunda edição, realizada entre 11 e 13 de novembro. O evento traz para o interior de Minas uma programação artística e pedagógica de qualidade internacional.

Para muitos, o violão é o mais democrático dos instrumentos. Seja pela facilidade de acesso, mobilidade ou pelo som, sempre há um violão nos mais diversos ambientes. Porém, o acesso ao ensino – principalmente do violão erudito - ainda é um desafio no Brasil. Por isso, uma das principais propostas do Festival de Violões é promover a democratização desse aprendizado. “Queremos fazer uma espécie de fechamento do ciclo de atividades que englobam o ensino do violão na cidade, mais precisamente dos alunos de violão da Casa de Música de Ouro Branco, referência na região”, ressalta Leonardo Amorim, diretor do evento.
O festival novamente homenageia o violonista e professor mineiro José Lucena Vaz, instrumentista ímpar de Minas Gerais. “Podemos dizer que essa edição é a continuação do trabalho do ano passado. José Lucena Vaz muito contribuiu com o ensino do violão no nosso país e em Ouro Branco, onde deu masterclasses e acabou influenciando diretamente os alunos da cidade”, explica Leonardo.
Todos os concertos serão realizados na sala Ouro Preto do Hotel Verdes Mares, sempre às 20h. A programação tem início no dia 11 de novembro (sexta-feira), com a apresentação do Duo ReisBarbeitas, formado pelo violonista Flavio Barbeitas e pela pianista Carla Reis. A proposta do duo, além da divulgação do repertório camerístico geral para violão e piano, é também ilustrar algumas confluências histórico-estilísticas desses dois instrumentos, protagonistas do que de melhor se produziu na música de concerto no Brasil.

Já no dia 12 de novembro (sábado), será a vez do violonista Thiago Colombo se apresentar. Professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas, Colombo é Bacharel e mestre em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente desenvolve o projeto doutoral de pesquisa artística intitulado “Violão e Mestiçagem na América Latina: Performance Musical e Identidades Culturais”, na Universidade Federal da Bahia. O violonista prepara para 2017 o lançamento de seu terceiro álbum, Latin Guitar Connections, gravado na Bath Spa University, em Bath (Inglaterra).

O encerramento será no domingo, 13 de novembro, quando o público terá a chance de apreciar o concerto do argentino Eduardo Isaac, que o jornal Público, de Portugal, chamou de “uma das grandes personalidades mundiais do violão”. Isaac já foi premiado em importantes concursos internacionais como o “Infanta Cristina” (Madrid), o “Andrés Segovia” (Palma de Mallorca) e o “Rainha Fabiola” (Namur). Atualmente, leciona em reconhecidas universidades da Argentina e realiza masterclasses em diversos países, como Estados Unidos e Brasil. Compositores de diferentes países dedicam a Isaac concertos e obras para violão solo, enquanto seus arranjos e transcrições exploram novas linguagens na estética do instrumento.

O repertório de todos os concertos é bastante diversificado. “Teremos música brasileira e argentina, composições e arranjos escritos pelos próprios interpretes, com destaque para o repertório de Thiago Colombo, que é quase todo autoral”, explica Leonardo Amorim.

Além disso, os alunos de violão de Casa de Música de Ouro Branco – com idade entre 10 e 17 anos - e inscritos de outras cidades terão a chance de participar de masterclasses com Colombo e Isaac, também no Hotel Verdes Mares. “É uma oportunidade única de conviver de perto com violonistas com carreira internacional consolidada, mas que são também professores e podem contribuir com a formação e, talvez, até com a escolha futura de uma profissão”, conta Amorim.

Serviço:

Todos os concertos têm entrada gratuita.

O festival tem patrocínio da Prefeitura de Ouro Branco, por meio do Fundo Municipal de Cultura.

Programa

13º Festival de Violões José Lucena Vaz de Ouro Branco

11 de novembro de 2016
Sexta-feira – 20 horas
Sala Ouro Preto – Hotel Verdes Mares

 Duo ReisBarbeitas
Violão: Flavio Barbeitas
Piano: Carla Reis

PROGRAMA

Choros nº 1, Valsa-choro e Prelúdio n 2 Heitor Villa-Lobos
(1887-1959)


Rememórias (Embolada, Cantilena, Caboclinhos) Malos Nobre
(1939)


Serenade op. 50 Malcolm Arnold
(1921-2006)


Miniaturas Roberto Victório
(1959)


Valsa Hudson Lacerda
(1977)


Fantasia op. 145 (Allegretto - Vivacissimo) Mario Castelnuovo-Tedesco
(1895-1968)

13 de novembro de 2016
Sábado – 20 horas
Sala Ouro Preto – Hotel Verdes Mares

 Thiago Colombo – violão

PROGRAMA

Primeira parte:

Prelúdio – Bachianas Nº 4 Heitor Villa-Lobos (Arr. Marcel Estivalet)

La Chucara Lucio Yanel

El Abuelo Thiago Colombo

Requiem For a MinC Thiago Colombo

É D'Oxum G. Santana (Arr. Thiago Colombo)

Tristeza do Jeca A. Oliveira (Arr. Thiago Colombo)

La Toqueteada Thiago Colombo

Segunda parte:

One For Helen(a) Thiago Colombo

Pro Santinho Thiago Colombo

La Sencillita Thiago Colombo

La Inconsecuente Thiago Colombo

Noturno (After Nei Lisboa's “Pra te Lembrar”)

Lamento Sertanejo Dominguinhos-Gil (Arr. Thiago Colombo)

Otoño Porteño Piazzolla (Arr. Sérgio Assad)


13 de novembro de 2016
Sábado – 20 horas
Sala Ouro Preto – Hotel Verdes Mares


 Eduardo Isaac

PROGRAMA

Primeira parte:

FANTASIA V, original para Violino
Allegro
Andante
Allegro Georg Ph. Telemann
(transcrição: E. Isaac) (1681-1767)


ANTIGUAS DANZAS ESPAÑOLAS

- Españoleta
- Corranda
- Pavana
- Rujero y Paradetas Gaspar Sanz / Abel Carlevaro
- Pasacalle (1640-1710) (1916-2001)


1) PLATERO y YO, Opus 190
- La Primavera
- A Platero en el cielo de Moguer Mario Castelnuovo-Tedesco
2) RONDO Opus 129 (1895-1968)

Segunda parte:

MILONGA Domingo Oyarzún
- dedicada a Eduardo Isaac (Ríos Gallegos, Argentina)

QUATRO PEÇAS BRASILEIRAS
- Toada
- Frevo
- Valsa Radamés Gnattali
- Toccata em ritmo de samba (1906-1988)


TANGOS, VALSES Y MILONGAS ARGENTINAS
- Balada para um organito loco Astor Piazzola (1921-1992)
- Volver Carlos Garxel (?-1935)
- Danzarín Julián Plaza (1928-2003)

''Paixão e Fé''

Em Congonhas

Titane e Túlio Mourão lançam novo CD.

Artistas de carreiras consolidadas e significativo acervo de prestígio e reconhecimento, os mineiros Titane e Túlio Mourão escolheram a cidade de Congonhas para a gravação de um novo trabalho, o álbum “Paixão e Fé”. Sintonizados com o delicado momento que o país atravessa, os artistas encontraram na cidade, povoada pela rica arte barroca e vítima da atuação implacável da mineração, o ambiente ideal para o objetivo central da parceria: derramar poesias sobre um quadro de incertezas, antagonismo e fragmentação. O projeto é uma parceria dos artistas com o Museu de Congonhas por meio da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo (Fumcult).

A gravação do novo disco aconteceu nos dias 5 e 6 de novembro de 2016, em uma das salas da Romaria de Congonhas que foi adaptada como estúdio musical. A equipe – artistas, técnicos e produtores – foi deslocada para o município e criou base de operações nas proximidades do Museu de Congonhas, experimentando concentrada vivência e foco na arte e história da região. O novo álbum será lançado em concerto gratuito em Congonhas nesta quarta-feira, 18, às 20h, em frente à Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, onde estão os 12 profetas de Aleijadinho. O espetáculo abre as festividades dos 260 anos da origem da devoção e fé ao Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas.
No dia 28 de janeiro é a vez de Belo Horizonte receber o concerto de lançamento de Paixão e Fé. Será no teatro Bradesco, as 21 horas, dentro da programação do VAC – Verão de Arte Contemporânea.

O novo trabalho “Paixão e Fé” aposta na dimensão crítica e reflexiva da arte para trazer indagação e sensibilização com foco na inquietante dicotomia que une fragilidade e violência em inaceitável continuidade na história do país. De um lado comunidades carentes, gente humilde, mas detentora de precioso tesouro humanista em forma de cultura singular, espontânea, local - tão única quanto frágil.

De outro, o imediatismo cego, o vício corporativista, e a inércia conservadora, impedindo que a questão humana tenha mais espaço e peso na formulação da equação econômica – esta desafiada a conciliar interesses e dimensões conflitantes e tantas vezes distante do histórico e elementar compromisso com o bem social.
No novo álbum, estão algumas canções geradas em várias regiões de Minas, outras de artistas que tem diálogo e reflexão sobre essas culturas – canções que exibem seu genuíno encanto e ainda outras que exalam pura perplexidade.

O formato voz e piano se configura sob medida para o espírito da proposta. Para ecoar a fragilidade, os músicos se despem de excessos e buscam máxima transparência para o sentimento e emoção que, mais do que nunca, os une na certeza de que a dimensão poética é revelação de sentido para a vida.

O CD foi gravado numa sala que compõe a Romaria de Congonhas, com condições acústicas para um resultado diferente da assepsia sonora do estúdio convencional. A ideia foi se integrar a um contexto fortemente motivacional, que tem como base o novo Museu de Congonhas e se estende e se integra ao belo conjunto devocional em torno de Bom Jesus de Matosinhos, que inclui o adro dos profetas, a matriz, a sala de ex-votos, as capelas com passos da paixão e a romaria. Completando o time está o fotógrafo Eustáquio Neves, que ficou responsável pelas imagens e criação da capa. O artista buscou na cidade histórica imagens para o trabalho.

Sobre Titane
Intérprete por excelência, Titane faz parte da geração que renovou a MPB nos anos 80. Em seu repertório comungam, em estado sempre híbrido, músicos da nova geração de Minas, clássicos da MPB, temas instrumentais, canções tradicionais e influências do congado mineiro, manifestação artístico-religiosa de raízes afro-brasileiras.

Sobre Túlio Mourão
A música instrumental de Túlio Mourão se apoia numa consistente construção melódica. O exercício e a vivência como premiado autor de trilhas sonoras lhe permite criar temas que estão muito longe de meros pretextos para improvisação. Túlio busca um perfil pessoal e original dentro da música instrumental brasileira, metabolizando elementos que vão da música erudita aos cânticos religiosos da tradição sacra e popular de Minas Gerais. O pianista exercita um perfil mais brasileiro e rítmico através de uma estimulante dinâmica entre a mão esquerda e direita, resultando

Por: Foto e Texto Secom / PMC

Show

Força Vocalis

Pré-lançamento do CD "Festivais" de volta às origens.

Um dos maiores grupos musicais de Minas, realiza na próxima sexta-feira (5/11) na sede do Cine Teatro Leon, às 21 horas, à rua Padre Antônio Corrêa 212, centro de Congonhas/MG, um grande show resgatando toda origem do grupo.

O show é o Pré-lançamento do CD "Festivais" e vai ser mesclado com músicas do quinteto e artistas já consagrados no cenário artístico musical da MPB - Música Popular Brasileira.

Nesse lançamento, o grupo apresenta trabalhos que já participaram e foram premiados em festivais da canção pelo Estado de Minas Gerais. Os ingressos serão a preços populares, a oportunidade é imperdível e o momento inesquecível.

Foto: Grupo Força Vocalis

Programa de intercâmbio

De Ouro Branco para o mundo

Música Minas 2016 leva jovens a diversos países. Som dos artistas ecoou pelos cinco continentes, em 20 cidades de 13 países e também mostrou a cultura como espaço de inclusão

Tendo como passaporte o programa Música Minas 2016, da Secretaria de Estado de Cultura, o som de Minas Gerais ecoou pelos cinco continentes, em 20 cidades de 13 países. Entre os destinos estavam China, Suíça, Espanha, Uruguai, Argentina, Grécia, República Tcheca e Reino Unido.
Nesta edição, o repasse financeiro direto, em oito meses de execução, foi concedido, a título de ajuda de custo, para despesas com passagens, seguros de viagem, hospedagem e alimentação. Entre as propostas, circularam os diversos estilos e gêneros musicais, como grupos de samba, MPB, baião, músicas tradicionais e até mesmo grupos de jazz.

Entre os que foram contemplados estão oito jovens, de 16 a 18 anos, sete meninas e um menino, que saíram de Itabira no dia 15 de setembro para embarcar rumo a Berlim, na Alemanha, junto ao seu professor de música Bruno Messias, 23 anos, e com suas rabecas feitas de lata.

Por lá, passaram dez dias compartilhando sons e afetos com jovens refugiados de mais de dez países que migravam da situação extrema de guerra e instabilidade social vividas em suas respectivas nações.
A experiência vivida pelo projeto Meninos das Minas, durante a última edição do festival alemão Samba Syndrom, é um dos vários capítulos do diário de viagens do edital de intercâmbio do programa Música Minas 2016. Diante de experiências como essa, a cultura se escancara como um grande espaço de inclusão.

Encontro de batuques
Uma das artimanhas do Música Minas é encarar a arte para além da técnica, como algo que se retroalimenta de vivências sociais. Com tal convicção, Bruno Messias dos Santos saiu do bairro Jardim Teresópolis, em Betim, para participar do projeto Meninos das Minas em Itabira. A precoce desenvoltura do professor especialista em tambor mineiro o possibilitou a guiar seus alunos na viagem à Alemanha.

“Com a dificuldade da língua, a única forma de comunicação entre os meninos e os refugiados era a música. Eles puderam conhecer instrumentos de percussão árabe, como a arabuca e as congas e atabaques do Senegal. Da mesma forma, os jovens de lá puderam se aproximar da cultura de raiz mineira, com o som peculiar dos nossos tambores”, conta Bruno.

Além dos mineiros, participaram do Samba Syndrom representantes do maracatu do norte brasileiro e do samba carioca. O encontro pluricultural ultrapassou os momentos musicais, como conta Messias. “Os nossos meninos puderam enxergar de perto a questão do respeito às diferenças. Na hora do jantar, eles se sentavam descalços em tapetes espalhados pelo chão juntos aos árabes”.

Os jovens que andaram a pé por três meses para fugir de seu país e conseguir novas oportunidades fizeram da experiência dos Meninas de Minas um momento de felicidade e muito afeto.

“O que foi mais legal é que eles precisavam de abraço. Mesmo saindo de uma imensa dificuldade eles levantavam nosso astral, o tempo todo sorrindo. Agradecemos ao Música Minas, sem o programa não seria possível este encontro de realidades”, diz Bruno, que pretende voltar para Alemanha para buscar outras influências e possibilidades.

Talento familiar
Ainda nesta edição, o Música Minas contemplou dois jovens irmãos pianistas de Ipatinga, Jordan Alexander, 15 anos, e a sua irmã Jennifer Alexandra, 17 anos. Jordan viajou com seu pai e professor Alessandro Rodrigues, em junho, para participar da 6º Competição Internacional de Piano, em Milão, onde conquistou o terceiro lugar. Já Jennifer, partiu para Viena no mês de agosto para se apresentar junto a sua mestra, Junia Canton Rocha, no 8º Competição Internacional de Piano Rosário Marciano.

“Desde os seis anos, eles iam aos meus ensaios e a resposta era muito rápida. Vi um diferencial neles e apostei neste potencial enorme. Acredito que estas viagens são grandes oportunidades de crescimento para eles, a partir do contato com novos repertórios, o aprendizado é facilitado”, comenta Alessandro, 40 anos.

Jordan foi reconhecido por uma banca de jurados com especialistas italianos, belga, russos. “Na minha sala muita gente toca violão, mas poucos conhecem a música que eu faço. Agradeço a oportunidade que o Música Minas me deu de melhorar o meu desempenho. Até hoje, a única ajuda que a gente teve foi deste programa que foi fundamental por me proporcionar momentos que vou lembrar para o resto da vida”, diz.

Jennifer volta com novos planos de Viena, cidade conhecida como o berço da música erudita. “Nessa viagem eu toquei no mesmo teatro que Brahms já esteve. Isso é demais. Viena respira música erudita, que toca na rádio. Sinto uma carência muito grande de música clássica em Ipatinga. Quero estudar fora, voltar e levar para outras pessoas as minhas experiências”, afirma.

Estabilidade
Voltamos ao início do ano para contar a história de Leonardo Bruno Aguiar de Assis, que é de Ouro Branco e atualmente vive na Alemanha, graças ao Música Minas. Em 16 de janeiro, viajou para realizar uma prova de aptidão na Universidade de Música e Drama de Rostock, em Mecklenburg-Vorpommern. Na oportunidade, foi selecionado e hoje conta com bolsa de estudo de bacharelado para desenvolver nos próximos seis anos estudos focados em contrabaixo.

“Quando vi o resultado tive que me reorganizar por completo, pois viveria por anos em um país que pensava só visitar por duas semanas. Desde que cheguei tive a oportunidade de aprender com excelentes professores, tocar em ótimas orquestras e assistir concertos excepcionais” conta Leonardo, que iniciou os seus estudos na Casa de Música de Ouro Branco.

O plano é pegar experiência europeia para investir em composição. “Infelizmente não há muitas obras para contrabaixo feitas por compositores mineiros. Esperamos que a nova geração nos brinde com novas peças para nosso repertório 100% mineiro. Mas de toda forma, o futuro para a música no Brasil é promissor. Creio que brevemente haverá um cenário cultural na música clássica mais amplo e rico em Minas”, comenta o músico, que teve a sua primeira experiência internacional viabilizada pelo Programa Música Minas.

Música Minas 2016
O segmento musical mineiro independente e autoral ganha, por meio do Música Minas, incentivo, impulso e fôlego para disseminar sua vocação pelo Brasil e pelos cinco continentes. A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) lançou em março o edital, com estímulos que totalizam R$ 700 mil.

Participam deste programa contínuo da SEC artistas integrantes da cadeia criativa e produtiva da música, com residência permanente em Minas Gerais. Os inscritos podem apresentar trabalho próprio, inclusive quando em participação em evento de reconhecimento ao trabalho desenvolvido, como premiações e homenagens; realizar residência artística; participar de cursos ou atividades de capacitação na área da música.

Foto: Divulgação / SEC

Música

Congonhas recebe "Minas ao Luar"

Um projeto de valorização da música brasileira e das culturas populares tradicionais.

Os ritmos marcantes do Congado e a música tipicamente brasileira prometem encantar Congonhas. Neste sábado, 29, a cidade receberá o "Minas ao Luar", realizado pelo Sesc Minas, em parceria com o Governo Municipal, através da Secretaria Municipal de Cultura, e com o Sindcomércio, e apoio da Rede Globo.

A apresentação, que será na Praça 7 de Setembro, na Matriz, às 20h30, terá a participação da Associação Guarda de Marujo Marinheiros Sereia do Mar, do bairro Residencial. O evento terá presença, ainda, do grupo Canela de Ema, de Ouro Branco, e do animador cultural, Gonzaga Medeiros.

O "Minas ao Luar" é um projeto de valorização da música brasileira e das culturas populares tradicionais, por meio de apresentações artísticas gratuitas e de qualidade. Promove o diálogo e intercâmbio com as manifestações culturais tradicionais locais e leituras contemporâneas.

Artistas
A Associação Guarda de Marujo Marinheiros Sereia do Mar foi fundada em 1995 em Congonhas. Além de participar ativamente das festas tradicionais do Município, a entidade promove oficinas, como a de tambor, e incentiva a cultura e a arte.

O Canela de Ema trabalha com canções autorais e releituras de grandes clássicos. Criado em 2008, em Ouro Branco, o nome do grupo vem de uma planta encontrada na serra da cidade, fazendo alusão ao ponto de encontro dos integrantes, já que cada um é de um lugar diferente de Minas.

Trânsito
A Diretoria de Trânsito, por meio de seu Departamento Operacional, informa que o trânsito da Praça 7 de Setembro, na Matriz, será interditado nesta quinta-feira, 27, às 7h, para a preparação do Minas ao Luar. O tráfego será liberado somente no domingo, 30, às 14h.
Veículos leves poderão trafegar atrás e dos lados da Igreja da Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Foto: Divulgação Secom/ PMC

Boa música

Regina Milagres e Silvia Maneira

Atrações do Caixa Acústica em Congonhas.

O Projeto Caixa Acústica 2016 chega a sua penúltima apresentação deste ano no Museu de Congonhas, mostrando encontro musical das cantoras Regina Milagres e Silvia Maneira, acompanhadas pelos músicos Evaldo Milagres (bateria) e Sanchez Almeida (contrabaixo). O espetáculo acontece no dia 16 de novembro, quarta-feira, às 20h, no teatro de arena do centro cultural (caso esteja chovendo, no dia, o show é transferido para o auditório do museu). Os ingressos custam R$ 2 e podem ser adquiridos antecipadamente na bilheteria do museu.

O Projeto finaliza suas atividades em Congonhas no dia 14 de dezembro, com o show de Trio Amadeus e Kadu Vianna. O Caixa Acústica tem patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais por meio da Gerdau, o apoio da Fumcult e da Prefeitura Municipal de Congonhas e a produção executiva da TW Cultural, de Belo Horizonte.

Artistas
Regina Milagres e Sílvia Maneira se conheceram na Babaya Escola de Canto, em Belo Horizonte e, desde então, transformaram a amizade em parceria musical. Neste show, Regina Milagres canta algumas canções do seu primeiro CD solo, lançado em maio de 2013. No repertório estão "Boa Sorte" (Luiz Guedes, Thomas Roth e Márcio Borges), "Mora na Filosofia" (Monsueto e Arnaldo Passos) e “Daniel” (Rê Mineira). Já Sílvia Maneira apresenta canções autorais, além realizar duetos com Regina em músicas de Fátima Guedes, Mart'nália e Caetano Veloso.

Foto: por Secom/ PMC

“Banda INK”

Filhos da cultura musical

Em uma cidade onde a música aflora pelas pedras históricas, eles lançam seu “EP”.

Depois do renomado Grupo Escaravelhos, onde o cantor da MPB Vando fez história, o concertista e maestro internacional Marcus Vinicius, hoje com residência na Itália, os apaixonantes músicos e irmãos do Grupo Força Vocalis, entre outros infindáveis músicos e cantores de Congonhas/MG que marcam histórias e melodias, surge agora a Banda INK com seu novo “EP”.

Saiba o que é “EP”

Significa ”Extended Play”. Na prática, trata-se de um CD com menos faixas que o tradicional (geralmente, de três a cinco trabalhos autorais). A novidade já é consolidada no exterior, mas, de uns meses pra cá, os artistas brasileiros também tem apostado neste formato para divulgar suas musicas.

A Banda INK

Criada em 2014 pelos bairros, na cidade dos profetas, a banda é formada pelos músicos Ricardo Reis, Marcelo Heidenreich, Vinícius Resende e Sergio Pierre. Em 2015 a banda pop recebeu o Prêmio Mineiro da Música Independente na capital “Belo Horizonte”, no Teatro Francisco Nunes.
A capa do novo trabalho intitulado ‘Óculos’, tem assinatura do artista congonhense Hernando Rocha. A banda produziu cinco “Lyric Videos”, que ampliam o tema das letras.

“Lyric Videos”

Com a consagração do videoclipe nos canais de TV especializados e se tornando um dos principais meios de promoção da música e do artista, o formato agora migra para a maior rede de computadores, a internet é assim, possibilita o desenvolvimento de novas estéticas, como por exemplo, os chamados “lyric vídeos”.

Saiba mais
Imperdível e recomendado pela redação do Estadoatual

- www.youtube.com/bandaink / www.soundcloud.com/bandaink.

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